Os Jogos Olímpicos já estão na esquina e os atletas nos preparativos finais. As competições que acontecem no Rio de Janeiro vão receber atletas das mais diferentes modalidades. Os cuidados vão desde a alimentação e preparação física até a atenção com os dentes. Não é somente para dar um sorriso bonito ao receber uma medalha que esses profissionais do esporte precisam estar com a saúde bucal em dia. Isso porque se o sorriso não estiver 100%, alguma parte do corpo também corre perigo, como o coração. O especialista Reinaldo Brito e Dias explica mais sobre essa relação.

DE QUE FORMA A DOENÇA BUCAL PODE AFETAR O CORAÇÃO?

Um belo sorriso tem poder transformador. Reinaldo afirma que bactérias que surgem na cavidade oral por conta de um problema endodôntico ou periodontal, por exemplo, podem ser disseminadas pela corrente sanguínea e atacar outras partes saudáveis. “Os microrganismos e seus produtos tóxicos fixam-se em vários órgãos do corpo humano, provocando diversas patologias e problemas como doenças cardíacas, respiratórias, articulares, diabetes e comprometimento na recuperação de lesões musculares”.

DOENÇA BUCAL X PROBLEMA CARDÍACO

As principais rivais para o bem-estar de um atleta são as doenças periodontais e problemas endodônticos, como uma cárie profunda. Ambas as complicações podem gerar sérios riscos à saúde cardíaca. “A grande vilã é a endocardite bacteriana, mas muitos distúrbios cardíacos podem ser desencadeados, principalmente quando há alguma doença cardíaca já instalada e às vezes não conhecida”, explica.

O TRATAMENTO PRECISA SER MULTIDISCIPLINAR

Quando a doença cardíaca estiver estabelecida, o tratamento precisa ser multiprofissional, envolvendo um médico e um cirurgião-dentista com conhecimento na área do esporte. Muitas ações conjuntas e alinhadas deverão ser feitas para que a saúde seja 100% restabelecida, tanto a bucal quanto a geral. “Se esse atleta receber orientação de higiene e saúde bucal, tiver acompanhamento e seguimento odontológico, ele não apresentará comprometimento de seu desempenho e nem tampouco terá que ser afastado de treinos e competições por lesões ou tratamentos prolongados”.

Reinaldo finaliza com a dica. “A melhor forma de prevenir qualquer doença bucal ou sistêmica que dela advir é a correta higiene oral, boa alimentação e consultas odontológicas regulares , no caso do paciente e atleta, de um profissional com conhecimento em Odontologia do Esporte”.

Fonte: sorrisologia.com.br